Polêmica da Rádio Frei Caneca: Paulo André Pires fala sobre a importância da rádio pública

publicado em 22/01 às 07h38

A Rádio Frei Caneca, um projeto que existe desde a década de 1960, finalmente vai sair do papel. Por enquanto, ainda em caráter experimental, com transmissão apenas pela internet. Uma rádio para divulgação da música pernambucana foi um sonho bastante acalentado pela geração dos anos 1990, quando o movimento manguebeat explodia pelo Brasil. Desde então, é um projeto tirado da gaveta de tempos em tempos, para logo depois voltar aos arquivos.

Desta vez, parece que vai sair mesmo. Em entrevista a AD Luna, repórter do caderno Viver, o gerente de música da prefeitura do Recife, Patrick Torquato, afirmou que vai ser criado um site ou blog para transmissão da rádio. “A rádio online poderá ser acessada por esse site e o público em geral poderá acompanhar o conteúdo as discussões por meio do material, com a possibilidade de contribuir com ideias”, disse Patrick. Até o carnaval a rádio deverá estar no ar.

Em matéria vinculada, o pesquisador e jornalista Bruno Nogueira levanta a bola contra a rádio Frei Caneca, focando nas prováveis picuinhas políticas que a programação da rádio poderia enfrentar. “A Frei Caneca é muito mais problema que solução, por vários motivos. O veículo rádio, no Brasil, é problemático. O formato viciado das rádios conseguiu distanciar diversos públicos que seriam interessante para uma rádio”, diz no texto.

Leia aqui a íntegra do texto de Bruno Nogueira

Pessoalmente, achei o texto confuso, me pareceu no começo que é um libelo contra a rádio enquanto veículo. Uma rádio, assim como outros veículos, é feita de programas que podem ter conteúdo e conceitos distintos. Lembro que quando era adolescente escutava o Cidade do Rock, na rádio Cidade, e o Meca do Rock na Transamérica. Cada rádio tem seu público. Cada programa tem seu público.

Outro ponto a destacar é não colocar uma rádio no ar porque já se sabe, ou se prevê, que haverá uma série de picuinhas políticas. Vai haver, como há em todo canto, mas isso não deve ser desculpa para não colocar uma rádio no ar. Sobre tocar música gospel, não há muito o que se comentar. O Brasil é um estado laico e não cabe ao governo financiar uma rádio religiosa.

Achei importante o texto de Bruno como mais uma abertura para se discutir a rádio Frei Caneca. Não é, nem deve se propor a ser, a “salvação” da música pernambucana, mas acho importante para a comunicação e a cultura pernambucana.

 

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Fonte: Diário de Pernambuco